segunda-feira, 25 de abril de 2016

GINCANA JUBILEU DE OURO: COMEMORAÇÃO AOS 50 ANOS DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO


A gincana da Igreja Católica de Paraibano com a participação de 10 equipes de 16 membros cada acontecerá no dia 1º de maio das 8:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h; a abertura será com Santa Missa às 6:30h na Praça São Sebastião.

A Gincana Jubileu de Ouro é coordenada pelo Padre Iran Brito e tem em sua comissão organizadora Laudecí, Joselane Freitas, Geane Gomes, Luzia Ribeiro, Rejany Gomes, Jacirene, Mariana, Francisca Márcia, Rosilene, Simônia, Francisca Braga, Akácio, João Mateus, João Pedro, Lavínia, Francisca Nolêto e Domingas.

O objetivo da gincana é fazer com que todos os participantes celebrem com a comunidade católica os 50 anos de caminhada religiosa da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e cooperem uns com os outros, desenvolvendo e vivenciando o tema: “Missão e Misericórdia a Serviço da Casa Comum, Nossa Responsabilidade”.

Desde o dia 15 de abril, quando das inscrições, foram entregues baterias antecipadas para as equipes: arrecadação de alimentos, visita a 20 famílias e caracterização dos padroeiros de cada comunidade para junto com os hinos serem representados aos jurados e aos presentes. As demais baterias serão executadas na semana que antecede a gincana e no dia 1º de maio. As baterias da gincana são de caráter social, missionárias, dinâmicas, religiosas e destrezas bíblicas.


A programação das equipes é de responsabilidade de cada uma. A comissão organizadora é imparcial nesse sentido, cada comunidade vai ser identificada por uma cor e o nome do(a) padroeiro(a) da sua comunidade na camiseta, esse nome será o nome da equipe. Na frente fica o símbolo dos 50 anos da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e atrás o nome do(a) padroeiro(a) de cada comunidade.

domingo, 24 de abril de 2016

II TORNEIO DE FUTSAL DE PARAIBANO APOIA JUBILEU DE OURO DA IGREJA CATÓLICA



Juventus/Foto: Bira da Rádio

Mais uma rodada pelo II Torneio de Futsal do Governo de Cidadania e Trabalho em Paraibano aconteceu no ginásio Poliesportivo Gaspar Coêlho, as duas partidas na noite deste último sábado, 23,  foram entre os times Galácticos x Juventus e Real Madruga x Red Bull.

A entrada foi um quilo de alimento não perecível fazendo parte da programação da “Gincana Jubileu de Ouro” em comemoração aos 50 anos de Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Paraibano com direito a sorteios de prémios, a organização foi da Secretaria de Juventude Esporte e Lazer e Equipe da Vila Aparecida da Gincana Jubileu de Ouro.

A galera mais uma vez prestigiou o futsal no  Ginásio Poliesportivo Gaspar Coelho. Os jogos contaram outra vez com a dupla de árbitros Tiziu e Ronaldo, de São João dos Patos, que como sempre passam orientações para os atletas visando o zelo pela disciplina e o bom andamento das partidas.

A primeira partida foi Juventus 4  X 1 em cima dos Galáticos, o segundo jogo foi Red Bull 9 X 2 Real Madruga. Partidas agitadas com grande número de faltas, cartões e expulsões, porém, tudo dentro do normal sem machucados graves.

A competição organizada por José Armando-secretário de juventude esporte e laser com o apoio da prefeita Aparecida Furtado terá premiação de R$ 2.550,00, troféus e medalhas distribuídos do 1º ao 3º lugar, sendo R$ 1.350,00 para o campeão, R$ 750,00 para o vice-campeão, e, R$ 450,00 para o 3º lugar. Serão premiados ainda o melhor goleiro com troféu e 01(um) par de luvas, artilheiro com troféu e 01(um) par de tênis e ainda o craque da galera com uma premiação em dinheiro a ser definida.

Galáticos/Foto: Bira da Rádio






Real Madruga/Foto: Bira da Rádio

Red Bull/Foto: Bira da Rádio






Equipe da Vila Aparecida/Foto: Bira da Rádio


sexta-feira, 22 de abril de 2016

SÁBADO, 23 DE ABRIL: FUTSAL E GINCANA NO GINÁSIO POLIESPORTIVO GASPAR COÊLHO

Abertura do torneio/Foto: Bira da Rádio

II Torneio de Futsal do Governo de Cidadania e Trabalho em Paraibano, vem aí mais uma rodada, duas partidas neste fim de semana, agora entre os times Galácticos x Juventus e Real madruga x Red Bull. É neste sábado, dia 23, a partir das 18:00h no ginásio Poliesportivo Gaspar Coêlho.

Haverá sorteios de prémios. A entrada será um quilo de alimento não perecível fazendo parte da programação da “Gincana Jubileu de Ouro” em comemoração aos 50 anos de Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em paraibano. Organização Secretaria de Juventude Esporte e Lazer e Equipe da Vila Aparecida da Gincana Jubileu de Ouro .

quinta-feira, 21 de abril de 2016

21 DE ABRIL - DIA DO PATRONO DA NAÇÃO BRASILEIRA

O dia de Tiradentes é celebrado, sob regime de feriado nacional, em 21 de abril desde 1965 como forma de construção da imagem heroica do Patrono da Nação.


Desde 1965, aos 21 dias do mês de abril, celebra-se no Brasil o Dia de Tiradentes e, junto à pessoa deste, rememoram-se também os acontecimentos que configuraram a Inconfidência Mineira. Neste texto, procuraremos explicitar os motivos pelos quais Tiradentes passou a ser considerado um herói nacional e Patrono da Nação Brasileira.
Sabe-se que “Tiradentes” era o apelido de Joaquim José da Silva Xavier, um alferes (cargo militar da época colonial) que também exerceu a profissão de dentista. Tiradentes participou ativamente de um dos principais movimentos de contestação do poder que a coroa portuguesa exercia sobre o Brasil Colônia: a Inconfidência Mineira. Sabemos que esse movimento articulou-se entre os anos de 1788 e 1789 e foi permeado por ideias provindas do Iluminismo que se alastrou pela Europa, na segunda metade do século XVIII.
Os inconfidentes de Minas Gerais geralmente integravam, com exceção de poucos, a elite cultural e social daquela região (como era o caso do poeta Tomás Antônio Gonzaga) ou então ocupavam postos militares ou exerciam profissões liberais, como era o caso do referido Tiradentes. O que dava unidade ao grupo eram ideias como a de liberdade e igualdade (ideias essas que também fomentaram a Revolução Francesa, em 1789), além do anseio pela emancipação e independência com relação à Coroa Portuguesa, à época governada pela rainha D. Maria, “A louca”.
Os planos de insurgência contra o governo local em Minas, representado pelo Visconde de Barbacena, foram articulados em 1788 e tiveram como estopim a política de cobrança de impostos sobre a produção aurífera e sobre os rendimentos que ganhava cada pessoa que compunha a população de Minas Gerais. Esse último imposto era conhecido sob o nome de “derrama”. Apesar de terem uma organização bem elaborada, os inconfidentes acabaram por ser delatados por Silvério dos Reis, um devedor de tributos que, com a denúncia, acreditava poder sanar suas dívidas com a coroa.
Todos os inconfidentes foram presos. Tiradentes foi apanhado no Rio de Janeiro. O processo estabelecido contra eles e os subsequentes julgamentos e sentenças só terminaram em 1792, no dia 18 de abril. Os principais líderes receberam a pena do banimento, isto é, foram expulsos do país. Tiradentes, ao contrário, foi enforcado no dia 21 de abril ao som de discursos que louvavam a rainha de Portugal. Seu corpo foi esquartejado e sua cabeça exibida na praça principal da cidade de Ouro Preto.
Evidentemente, o dia da morte de Tiradentes por muito tempo foi compreendido como o dia em que um rebelde foi morto, como típico exemplo de retaliação absolutista. Entretanto, após a Independência do Brasil e, principalmente, após a Proclamação da República (época em que o Brasil, já desvinculado de Portugal, procurava construir sua identidade nacional), a imagem de Tiradentes começou a ser recuperada e louvada como um dos heróis da nação ou como um dos que primeiramente lutaram (até a morte) pela liberdade.
Um exemplo dessa imagem foi a instalação, em 1867, do primeiro monumento a Tiradentes na cidade de Ouro Preto. Outro exemplo, o mais notório, foi a confecção, por parte do pintor Pedro Américo, do quadro “Tiradentes Esquartejado” (ver imagem no topo do texto) em 1893, época em que a República, recém-instituída, procurava os mártires e os patronos da “Nação Brasileira”. O Tiradentes de Pedro Américo traduz a imagem idealizada do martírio, que se aproxima do martírio de Cristo.
Essa visão republicana de Tiradentes permaneceu (e, de certo modo, ainda permanece) no imaginário popular dos brasileiros. Em 1965, durante a primeira fase do regime militar no Brasil, o marechal Castelo Branco, então presidente da República, contribuiu para o reforço dessa imagem de Tiradentes, sancionando aLei Nº 4. 897, de 9 de dezembro, que instituía o dia 21 de abril como feriado nacional e Tiradentes como, oficialmente, Patrono da Nação Brasileira.







quarta-feira, 20 de abril de 2016

DNIT retoma obras de duplicação da BR-135/MA

Obra utiliza tecnologia avançada para melhoramento de solo mole

Fonte: DNIT
A justificativa que o órgão deu sobre o tempo em que os serviços ficaram paralisados foi o período chuvoso.

Foram retomadas nesta segunda-feira (18) as obras de duplicação da BR-135 no Maranhão.  Devido ao período chuvoso, o início dos trabalhos está concentrado na construção do viaduto de acesso à cidade de Rosário, no entroncamento da BR-135 com a BR-402, no município de Bacabeira (km 51).   

   A duplicação começou em setembro de 2012 e sofreu alguns ajustes no cronograma de conclusão motivados, principalmente, pelos intensos períodos de chuva que todos os anos atingem a região e pela execução dos serviços de alta complexidade realizado no Campo de Perizes (colunas de brita).

   A duplicação da BR-135 faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal. O investimento do DNIT para esse trecho, com aditivos e reajustamentos, é de R$ 484.735.728,44.

   O projeto de melhoria da BR-135 contempla a duplicação da rodovia, a realocação da ferrovia Transnordestina na região do Campo de Perizes e a construção do viaduto de Bacabeira.

   A obra proporcionará a melhoria do tráfego, o aumento da segurança dos usuários da rodovia e a redução do tempo de percurso em cerca de uma hora, trazendo benefícios econômicos para o Maranhão. Cerca de 80%  dos serviços estão concluídos. Desse total, 60% foram serviços de fundação de aterro.  Esta é uma obra complexa, onde a maior parte dos recursos foram investidos na fundação.


Tecnologia de ponta

   A duplicação da BR 135 é um desafio e um marco da engenharia rodoviária no Brasil.  Na fase da obra que avançou sobre o trecho de solo mole do Campo de Perizes, foi necessário realizar o melhoramento do solo com colunas de brita, uma moderna tecnologia construtiva que foi usada pela primeira vez no Brasil em um trecho com tamanha extensão, de cerca de 18 quilômetros.

   Foram feitos 1.268.867 metros de colunas de brita a cada dois metros, em sentido longitudinal e transversal, medindo 0,80 metros de diâmetro e com profundidade variando de cinco a 18 metros. Essa foi a parte mais onerosa e demorada da obra, na qual 12 máquinas eram operadas 24 horas por dia, durante quase dois anos.



                                                                                                                                                 19/04/2016


ASSESSORIA DE IMPRENSA/DNIT/MA







Mega-Sena pode pagar R$ 90 milhões nesta quarta-feira

Com dinheiro, ganhador poderá comprar 135 carros esportivos de luxo.

Apostas podem ser realizadas até as 19h; aposta mínima custa R$ 3,50.

Do G1, em São Paulo
Cartelas de jogos de loterias. Mega-Sena. loteria, sorte, prêmio, dinheiro, bolada, riqueza, dinheiro. -HN- (Foto: Caio Kenji/G1)O sorteio do concurso 1.810 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 90 milhões para quem acertar as seis dezenas nesta quarta-feira (20). O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília), em Umuarama (PR).

De acordo com a Caixa Econômica Federal, se um apostador levar o prêmio sozinho e aplicá-lo integralmente na poupança, receberá cerca de R$ 646 mil por mês em rendimentos. Caso prefira, poderá adquirir 40 imóveis no valor de R$ 2,2 milhões cada, ou montar uma frota de 135 carros esportivos de luxo.

Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.
Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Câmara aprova prosseguimento do processo de impeachment no Senado

Deputados fizeram 3 dias e 2 noites de sessões de debates e votação.

Processo seguirá para o Senado, que decidirá se julga denúncia.

Sessão da Câmara que votou pela continuidade do processo de impeachment
da presidente Dilma Rousseff (Foto: Evaristo Sá/AFP)

367 votos favoráveis e 137 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou às 23h47 deste domingo (17) a autorização para ter prosseguimento no Senado do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Houve sete abstenções e somente dois ausentes dentre os 513 deputados. A sessão durou 9 horas e 47 minutos; a votação, seis horas e dois minutos.
Às 23h08, pouco mais de 40 minutos antes do fim da sessão, o voto do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), completou os 342 necessários para a autorização do processo. Deputados pró-impeachment comemoraram intensamente no plenário; deputados contrários ao impeachment apontaram injustiça contra a presidente (veja a repercussão).
Os senadores podem agora manter a decisão dos deputados e instaurar o processo ou arquivar as investigações, sem analisar o mérito das denúncias. (veja abaixo passo a passo do processo no Senado)
A possibilidade de uma decisão contrária a Dilma se tornou mais forte ao longo da última semana, quando alguns dos principais partidos da base aliada, como PP e PSD, desembarcaram do governo e anunciaram voto favorável ao impeachment. Ainda assim, o resultado final era incerto até a tarde deste domingo.
Durante todo o fim de semana, Dilma procurou angariar apoio de indecisos, com aajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não isso não foi o suficiente para evitar que se alcançasse o mínimo de 342 votos necessários para a abertura do processo.
Os dois tentaram, ainda, obter apoio popular, afirmando que um governo comandado porMichel Temer, vice-presidente da República, poderia por fim a programas sociais.
Em vídeo divulgado na internet, no fim da noite de sexta (15), Dilma disse que os “golpistas” querem derrubar o Bolsa Família.Michel Temer reagiu à fala e criticou o que chamou de “mentiras rasteiras”. Pelo Twitter, ele afirmou que, se assumir o governo, vai manter programas sociais.
O governo sofreu alguns golpes na sua articulação para tentar barrar o processo na Câmara. Mauro Lopes (PMDB-MG), exonerado da Secretaria de Aviação Civil para votar contra o impeachment, acabou votando a favor da continuidade do processo.
A Executiva do PR havia determinado que a bancada votasse contra a continuidade do processo, mas a grande maioria dos deputados do PR votou a favor do impeachment.
Por volta das 22h, quando o placar já contava quase 300 votos "sim", o líder do governo da Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), assumiu a derrota, mas disse que é "momentânea" e que não abaterá o governo.
"É uma autorização [o que está sendo votado na Câmara] que vai para o Senado. A nossa expectativa é que o país se levante. Vamos continuar lutando porque não somos de recuar e muito menos de nos deixarmos abater por essa derrota momentânea", declarou.
Votação
A sessão que decidiu pela continuidade do processo de impeachment começou às 14h deste domingo com tumulto, resultado de uma discussão entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e deputados governistas que pressionavam para que oposicionistas saíssem detrás da mesa que dirige os trabalhos. Deputados pró e contra impeachment chegaram a trocar empurrões.
Enquanto transcorria a sessão, o Supremo Tribunal Federal divulgou decisão do ministro Marco Aurélio Melo que negava pedido do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) para suspender a votação. 
Antes da sessão da votação, houve mais de 40 horas de debates, que começaram na manhã de sexta-feira (15) e terminaram por volta das 4h da manhã deste domingo, na sessão mais longa da história da Câmara.
O primeiro a se pronunciar antes da votação deste domingo foi o relator do processo de impeachment na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que defendeu a abertura do procedimento e argumentou haver “fatos gravíssimos, que atentam contra a Constituição”.
Em seguida, líderes partidários subiram à tribuna para discursar e orientar o voto de suas bancadas. Às 17h45 começou a votação. Veja como se posicionou cada liderança.
O plenário ficou lotado com os deputados e seus familiares. Às 18h50, estavam presentes 511 dos 513 parlamentares da Casa. Os ausentes foram Clarissa Garotinho (PR-RJ), que está de licença-maternidade, e Aníbal Gomes (PMDB-CE), que não compareceu à sessão.
Por volta das 20h30, metade dos deputados já havia votado. O presidente Eduardo Cunha votou a favor do processo durante a chamada do Rio de Janeiro.
Parlamentares exibem cartazes a favor e contra o impeachment no plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)Parlamentares exibem cartazes a favor e contra o impeachment no plenário da Câmara (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Governistas se concentraram à esquerda do plenário, com cartazes de “Fica, Dilma!”, enquanto a oposição se sentou do lado oposto, com bandeiras do Brasil e cartazes com os dizeres “Impeachment, já!”.
A divisão geográfica lembrava a ocupação da Esplanada dos Ministérios, onde um muro foi montado para separar manifestantes contra e a favor do impeachment. Enquanto cada deputado pronunciava o voto, no plenário, os demais vaiavam ou aplaudiam.
A chamada dos deputados seguiu uma ordem de alternância entre bancadas do Norte e do Sul. Dentro de cada estado, a chamada era por ordem alfabética. A primeira bancada a votar foi a de Roraima, seguida pela do Rio Grande do Sul. A última foi a de Alagoas.
Câmara vota impeachment 02 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)Plenário lotado na votação da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma na Câmara (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Debates
Denunciado pelo procurador-geral da República sob a acusação de participar do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidiu as sessões de debates e votação do impeachment.
Ele também foi alvo de críticas em plenário, principalmente de deputados contrários ao afastamento da presidente.
Palavras de ordem contra e a favor do impeachment se intercalaram no plenário ao longo dos três dias e duas noites de sessões. “Não vai ter golpe”, gritavam deputados governistas, enquanto a oposição pedia “impeachment, já!”.
Defesa e acusação
A sessão de sexta-feira (15), primeiro dia de discussão sobre o processo de impeachment, foi destinada a falas da defesa e da acusação e pronunciamento dos partidos políticos com representantes na Câmara.
O jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment, foi o primeiro a subir à tribuna e disse que “pedaladas fiscais” cometidas pelo governo não são “meras infrações administrativas”, mas, sim, “um crime contra a pátria". Ele afirmou ainda que Dilma cometeu um “golpe” ao “quebrar o país” e “mascarar” a situação econômica, para garantir a reeleição.
Já o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que defendeu a presidente, afirmou que o processo de impeachment é “ato violento” e que, num país “com corrupção histórica e estrutural”, com diversos investigados na Operação Lava Jato, a presidente da República “não tem nenhuma investigação, absolutamente nenhuma”.
Cardozo também argumentou que o processo de impeachment teve início num “ato viciado”, fruto de uma “retaliação” de Cunha, pelo fato de o PT ter negado a ele apoio no Conselho de Ética, onde o deputado enfrenta um processo por quebra de decoro.
Partidos
O restante da sexta-feira foi dedicada a falas dos partidos políticos. Cada uma das 25 legendas com representação no Congresso teve uma hora para apresentar suas posições. Primeiro a falar, o PMDB, partido de Temer, orientou voto a favor do impeachment.
Pessoalmente contrário ao afastamento de Dilma, o líder da legenda, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), afirmou que a maioria da bancada é favorável ao processo e que, por isso, orientaria o voto dos integrantes da legenda pelo impeachment.
Parlamentares do PT defenderam Dilma, repetindo o argumento de que o processo é  um “golpe” e que a Constituição não prevê “recall” de presidente por baixa popularidade.
A oposição fez discursos inflamados, com ataques ao governo. Usando parte do tempo do PSDB, Carlos Sampaio (SP), classificou de “imprestável” a defesa do advogado-geral da União. Disse, ainda, que Cardozo amesquinhou o papel da AGU ao defender “Dilma e seu cargo”.
Já o líder do PDT, Weverton Rocha (MA), defendeu Dilma e disse que o partido não iria “pular fora” do governo como “ratos”.
Sábado
Os discursos dos partidos entraram pela madrugada de sábado, duraram 32 horas e só terminaram por volta das 19h do sábado. Em seguida, começaram os pronunciamentos de deputados que se inscreveram para falar a favor ou contra o impeachment.
A Câmara registrou 249 inscrições – 170 a favor do impeachment e 79, contra. Mas pelo menos 60 deputados contrários à presidente abriram mão das falas, para não retardar o cronograma de votação do impeachment.
Ainda assim, os discursos entraram pela madrugada de domingo (17) e terminaram por volta das 3h40 da manhã, com a fala do deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP). Houve momentos mais tensos, com bate-boca e empurra-empurra entre os parlamentares.
Processo no Senado
Se aprovado na Câmara, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff chega ao Senado nesta segunda-feira (18). Na Casa, são previstas três votações em plenário até a conclusão do processo:
- Os senadores terão que eleger uma comissão especial para analisar o caso. O colegiado será formado por 21 senadores titulares e 21 suplentes.

- O colegiado tem até 48 horas para se reunir e eleger o presidente. O relator terá prazo de dez dias para apresentar um parecer pela admissibilidade ou não do processo.
- O parecer será ser votado na comissão e depois irá ao plenário, que precisa  aprovar por maioria simples (metade dos presentes na sessão mais).

- Se aprovado o relatório no plenário, será considerado instaurado o processo, e a presidente será notificada. Ela será afastada por até 180 dias para que ocorra o julgamento, e o vice-presidente assumirá a Presidência da República.
- Neste período a presidente poderá se defender, e um novo parecer da comissão especial deverá analisar a procedência da acusação, com base na análise de provas. De novo, esse parecer terá que ser aprovado por maioria simples

- Se aprovado o parecer, inicia a fase de julgamento, que é comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal.

- Para que a presidente perca o cargo, o impeachment tem que ser aprovado por dois terços dos senadores - 54 dos 81.

- Os prazos previstos para cada etapa do processo poderão ser alterados de acordo com decisão do presidente do Senado.
*Com reportagem de Alexandro Martello, Fernanda Calgaro, Filipe Matoso, Gustavo Garcia, Laís Alegretti, Nathalia Passarinho e Renan Ramalho